Minas Gerais é vítima de mais um rompimento de barragem

Mais uma tragédia anunciada. Mais um rompimento de barragem em Minas Gerais. Lamento profundamente todas as perdas, ainda não contabilizadas, do desastre que acaba de acontecer em uma barragem da Vale, em Brumadinho.

Há quase três anos do rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, da mineradora Samarco, outra tragédia de mesma natureza acaba de acontecer. Trata-se do rompimento da barragem Mina do Feijão, da empresa Vale, em Brumadinho (região metropolitana de Belo Horizonte). Um mar de lama destruiu casas e trouxe sofrimento aos moradores da cidade.

Pessoas feridas, lares que deixaram de existir, rodovia MG-040 interditada. O Rio Paraopeba, além de poluído, pode subir muito o seu nível e causar mais estragos… E as consequências não param por aí. Um dos principais museus do país, o Instituto Inhotim, foi evacuado após o ocorrido. A indignação é enorme, porque este caso mostra como nossas autoridades estão enxugando gelo para evitar novos acidentes, como o da Samarco, em Mariana, e tantos outros.

O governo de Minas Gerais já designou a formação de um gabinete estratégico de crise para acompanhar de perto as ações. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad) notificou que ainda está levantando as informações sobre a barragem. Aliás, elas ainda são desconhecidas por todos nós.

Tenho lutado através do mandato parlamentar para cobrar as autoridades empenho nessas ações fiscalizadoras. Foram muitas as solicitações feitas ao governo, nos mais diferentes setores. Mas o caso de hoje mostra que as autoridades ainda não deram a devida atenção que estas barragens necessitam.

A prioridade é prestar socorro às vítimas. Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e Ibama estão trabalhando fortemente nessa questão. Mas, posteriormente, será necessário agir com rigidez. Não podemos esquecer que a Vale ainda responde à Justiça Federal, ao lado da Samarco e da BHP, em uma ação por homicídios e crimes ambientais devido à tragédia ocorrida em Mariana em 2015. Agora, é responsável por mais um desastre gigantesco.

Para que a população e o meio ambiente não paguem o preço, é necessária uma atuação mais rígida e preventiva das autoridades. Quantas vidas mais serão perdidas? Quantas famílias terão seus sonhos interrompidos? Não podemos mais aceitar que isso volte a acontecer. É preciso um basta!