Governo responde requerimento sobre controle da inflação

O deputado federal Júlio Delgado (PSB/MG) recebeu informações, do Ministério da Economia, sobre questionamentos feitos a respeito do controle da inflação no país. Em novembro, o parlamentar mineiro protocolou um requerimento para saber das políticas em vigor para o controle dos preços dos produtos ao consumidor. Além disso, pediu que fossem enviados os motivos da elevação dos preços e os impactos na política econômica.

Em novembro, quando o requerimento foi protocolado, os brasileiros foram informados que a prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), naquele mês, atingia o maior patamar desde o ano de 2015. Desta forma, conforme demonstrado pelo IBGE, em 24 de novembro de 2020, alimentos e bebidas eram os mais impactados pela inflação, com aumentos que chegavam a 4,89%, no caso da carne, e 8,29% para o arroz.

“Pior foi o temor que isso causou à época, uma vez que o ministro da economia, Paulo Guedes, ao invés de tranquilizar a população, deixou todos ainda mais preocupados. Ainda em novembro ele disse que o Brasil poderia partir, muito rapidamente, para um quadro de hiperinflação. E ninguém quer enfrentar o que o brasileiro enfrentou entre o fim da década de 80 e o fim de 90”, disse Júlio Delgado.

Em sua resposta, o Ministério da Economia alega que os preços dos produtos ao consumidor, no Brasil, são definidos conforme a interação entre oferta e demanda. “Logo, não há controle de preços por parte do setor público”, informou, acrescentando que a elevação dos preços dos alimentos, nos últimos meses, é resultado das “pressões sobre a oferta devido a problemas pontuais na safra”, que já teria se normalizado.

Já sobre as políticas públicas adotadas para frear a inflação, e conter uma hiperinflação, o Ministério da Economia argumentou que, juntamente com o Banco Central do Brasil, participa do Conselho Monetário Nacional (CMN), cujo papel é fixar anualmente as metas de inflação para os anos seguintes.

Na avaliação do deputado, o controle dos preços não deve se dar apenas pela flutuação de demanda no mercado. Além disso, em sua opinião, cabe ao governo se antecipar aos problemas de forma a amortizar os impactos ao consumidor final. “Se não for assim, o brasileiro, principalmente o mais pobre, é o que fica sem dinheiro para colocar comida em casa. E isso é inaceitável”, finalizou.