Eleições podem esperar. A saúde dos brasileiros não!

O deputado federal (PSB/MG) é uma das vozes da política brasileira que defende o adiamento das eleições municipais de outubro. A medida, segundo ele, tem por objetivo garantir mais recursos para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, além de possibilitar celeridade ao processo eleitoral, uma vez que os prazos estipulados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já estão em vigor e seguem próximos, embora grande parte do país esteja em isolamento social para reduzir a velocidade das contaminações.

Para as eleições de 2020, o orçamento da União estipulou cerca de R$ 2 bilhões em recursos somente para o Fundo Eleitoral, que seriam divididos proporcionalmente aos partidos e políticos candidatos ao pleito. Na avaliação de Júlio Delgado, toda esta verba deveria ser imediatamente utilizada para a Saúde. “Não existe, no momento, prioridade maior que esta”, avaliou.

Também segundo Delgado, não se trata de prorrogar mandatos de prefeitos e vereadores, mas sim garantir planejamento e tempo hábil para a prestação de contas junto à Justiça Eleitoral. “Minha proposta é promover as eleições, inicialmente, em janeiro de 2021. Com posse talvez em fevereiro ou março. Seria o mais prudente a ser feito neste momento.”

Conforme o parlamentar, o TSE já se manifestou favorável à medida, entretanto, a Côrte alega que não seria sua atribuição determinar tal medida e, sim, do Legislativo. A proposta ainda sofre resistências, mas Delgado continuará firme na defesa do adiamento. “É o momento de definir prioridades. E não há nada mais urgente no Brasil do que conter esta pandemia.”