Deputado cobra informações sobre estado das barragens de rejeito no país

O deputado Júlio Delgado apresentou, recentemente, o requerimento de nº 3.502, que cobra informações sobre a situação das barragens de mineração em nosso país. Nos últimos tempos, o rompimento de tais estruturas causou diversos impactos negativos em diferentes regiões, tanto para o meio ambiente quanto para a população das áreas atingidas. O objetivo é que o Ministério de Minas e Energia e o Ministério do Meio Ambiente esclareçam a situação atual, de forma que fique transparente para todos os cidadãos o andamento dos trabalhos e o alinhamento das ações de acordo com a Política Nacional de Segurança de Barragens.

A pergunta-chave dessa questão é: o que foi feito na prática para evitar esse tipo de desastre? A resposta a essa pergunta é essencial para a preservação ambiental de nossos Estados, bem como para a segurança dos moradores das regiões onde as barragens de rejeitos estão construídas. “Queremos saber se houve mudanças nos procedimentos de licenciamento e na fiscalização destas barragens, se existiu alguma infração e se alguma estrutura ou comunidade corre riscos. Nesta questão, o requerimento é importante para que possamos agir preventivamente contra novos acontecimentos e, também, cobrar os responsáveis pelos que ocorreram”, destaca Júlio.

Relembre os casos recentes:

Mariana

Em novembro de 2015, a barragem de rejeitos da mineradora Samarco causou a inundação por lama de várias casas no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, região central de Minas Gerais. Famílias inteiras tiveram a vida completamente alterada, e os recursos ambientais no caminho do desastre tiveram um prejuízo incalculável. Neste link, você encontra um compilado de matérias sobre o caso desde o acontecimento.

Itabirito

No ano de 2014, o rompimento de uma barragem de rejeitos de uma mina soterrou trabalhadores na cidade de Itabirito, também na região central de Minas Gerais. Relembre o caso aqui.

Nova Lima

Em 2001, uma barragem de rejeitos da Mineração Rio Verde se rompeu em Macacos, distrito de Nova Lima-MG, causando cinco mortes, atingindo 43 hectares e assoreando 6,4km do leito do córrego Taquaras.

Zona da Mata

Na Zona da Mata, Cataguases, Miraí e Muriaé também já sofreram as consequências de acidentes semelhantes. Na época do rompimento da barragem de Mariana, o caso foi relembrado por uma reportagem especial.

Rio Acima

No fim de março de 2018, o jornal Estado de Minas mostrou o risco de rompimento de duas barragens de rejeito de Minério em Rio Acima, região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a publicação, o caso foi classificado como “iminente” pelo Ministério Público. A situação tira o sono das comunidades estabelecidas abaixo das estruturas, além de ameaçar contaminar o meio ambiente e a água consumida pela população.

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Tendo em vista a recorrência desses casos em nosso país, o deputado reafirma a importância do esclarecimento solicitado. Continue acompanhando o trabalho realizado aqui no site e também em nossas redes sociais. Juntos, podemos fazer mais por situações como essa.