CPI de Brumadinho promove audiência pública final na ALMG

A CPI de Brumadinho, presidida pelo deputado federal Júlio Delgado (PSB/MG), promoveu sua reunião final na tarde desta segunda-feira (16/09). O encontro ocorreu na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e reuniu pessoas atingidas direta e indiretamente por barragens, a exemplo de Brumadinho, ocorrido em 25 de janeiro de 2019.

Moradores de Macacos, Itabira, Itabirito, Congonhas, Mariana e Barão de Cocais lotaram a Casa Legislativa para apresentar documentos e cobrar das mineradoras e autoridades competentes providências em relação aos problemas causados pela atividade minerária irresponsável.

Para o deputado Júlio Delgado, o encontro desta segunda foi importante para dar voz às essas comunidades. Ele reforça que o papel da CPI de Brumadinho, além de investigar as causas da tragédia, é também criar mecanismos para que episódios semelhantes jamais voltem a ocorrer.

Encontro da CPI de Brumadinho foi realizado Belo Horizonte

O parlamentar anunciou que pretende que as empresas mineradoras sejam responsabilizadas, não apenas por desastres já como os de Brumadinho e Mariana, mas também por as situações em que há risco iminente.

“Eu e outros colegas parlamentares dedicamos este ano de mandato à causa das barragens. É preciso pegar pesado contra aqueles que são os responsáveis pelo sofrimento de vocês”, afirmou Júlio Delgado durante audiência. Ele acrescenta que embora a CPI já esteja em fase de conclusão, as atividades pró-comunidades não serão interrompidas.

“Já temos um acerto de formar um Comitê com a participação da Câmara Federal, Assembleia Legislativa, as Polícias Civil e Federal, além da população impactada. A ideia é dar encaminhamento a todas as demandas e cobrar as soluções dos responsáveis. Este é um compromisso”

A audiência pública na ALMG durou aproximadamente três horas e contou, ainda, com o apoio dos demais membros da CPI de Brumadinho, além de deputados da ALMG, organizações e de entidades e associações voltadas ao combate à mineração destrutiva no Estado.