Audiência pública discute privatização da Eletrobras

Audiência pública discute privatização da Eletrobras

Conheça o processo e por que o deputado Júlio Delgado é contra

Ocorreu, na tarde dessa terça-feira (17), no plenário 2 da Câmara, uma audiência para discutir o Projeto de Lei 9.463, relativo à Privatização da Eletrobras, uma das maiores empresas de energia do mundo. A sessão teve o objetivo de ouvir os argumentos do presidente da estatal, Wilson Ferreira Júnior, que veio da iniciativa privada e defende a entrega desse setor estratégico. O deputado Júlio Delgado, ao contrário, não é a favor dessa privatização e continua na luta, defendendo a sociedade.

A sessão durou pouco mais de quatro horas e foi marcada por argumentações de congressistas da oposição e reações de sindicalistas contrários à privatização. O presidente da estatal foi, inclusive, vaiado em alguns momentos.

Entenda melhor o processo de privatização da empresa, que está no centro das discussões sobre o programa de concessões anunciado pelo Governo Federal

A Eletrobras possui 30% da capacidade da energia instalada no Brasil. Depois de a empresa ser pressionada a reforçar seu caixa em meio à mais severa crise econômica enfrentada pelo Brasil, a equipe econômica enviou o texto preliminar sobre a privatização da instituição por meio de um projeto de lei.

A expectativa do Governo é de que esse projeto seja votado e aprovado pelo Congresso até junho deste ano e levante, com a privatização, cerca de R$ 35 bilhões. O argumento é de que a companhia se tornou ineficiente e custosa, tirando sua competitividade frente a empresas privadas nacionais e internacionais.

Os R$ 171 bilhões não refletem tudo o que já foi gasto para construir todo o sistema da Eletrobras, que gira em torno de R$ 400 bilhões. Ou seja, a privatização não cobre nem metade do que foi investido.

Caso a Eletrobras seja privatizada, a população sentirá os impactos. A proposta poderá elevar as tarifas dos consumidores residenciais em mais de 10%, segundo simulações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Isso porque, se instituído um novo regime comercial, o preço será estabelecido livremente.

O deputado Júlio Delgado reafirma o compromisso de acompanhar de perto o desenrolar da situação e de, assim, trabalhar pela defesa do patrimônio de todos os brasileiros.