Agosto lilás aborda a violência contra a mulher

Segundo a ONU Mulheres, nos 12 meses anteriores ao início da pandemia do novo coronavirus, 243 milhões de mulheres e meninas no mundo (de 15 a 49 anos) foram submetidas à violência sexual ou física por um parceiro íntimo.

Menos de 40% das vítimas buscaram qualquer tipo de ajuda ou denunciaram o crime. E ainda menos de 10% destas, foram à polícia.

À medida que a Covid-19 avança, é provável que esse número cresça com múltiplos impactos na saúde sexual, reprodutiva, mental e na capacidade delas de participarem e liderarem a recuperação de nossas sociedades e economias.

Discutir o problema e buscar maneiras de enfrentá-lo é papel de todos nós. Na semana passada, apresentei um projeto de lei que busca dar condições para a retomada da vida dessas mulheres, através de incentivos tributários a empresas que a contrataram. Afinal, uma das formas de desatar os laços com o agressor é através da garantia de independência financeira das mulheres. Acredito muito nesse projeto e sei que ele pode contribuir para reduzir esta triste realidade.