A novela sem fim das estradas brasileiras

Parece não haver um desfecho quando pensamos na mobilidade do País. E nesses meses em que a chuva castigou o Sudeste como nunca antes, em especial Minas Gerais, os problemas tomaram uma proporção inigualável.

Passei janeiro e fevereiro trabalhando em algumas frentes para tentar ajudar os governos a buscarem soluções efetivas para a situação das rodovias mineiras, em especial a BR-267, que é extremamente importante para a Zona da Mata por diversos motivos.

O primeiro deles é o aspecto econômico: a via é imprescindível para o abastecimento e o escoamento da produção local para outras cidades e unidades da Federação. Ela interliga Minas ao Espírito Santo, como também o trajeto da Rio-Bahia pela BR-116, unindo o Sudeste e Nordeste brasileiros.

Outra razão é que Juiz de Fora, considerada referência em saúde e educação, recebe gente de toda a região como Bicas, Mar de Espanha, Argirita, Maripá de Minas, Leopoldina, dentre outras localidades pela rodovia. Pessoas que dependem destes e outros serviços.

A par de todas as dificuldades enfrentadas pela população, subi à tribuna da Câmara Federal às vésperas do Carnaval para expor a situação e registrar o descaso das autoridades não só com a BR-267, mas também com outras estradas que cortam a Zona da Mata (MG-353 e a MG-133). As duas últimas, inclusive, estão com trechos interditados por causa do afundamento do asfalto, verdadeiras crateras.

Também tenho me reunido com lideranças políticas para tratar do assunto. Na última semana falei com representantes de Leopoldina, Chácara e outras cidades que me informaram que a um trecho de cerca de 90 km da BR-267 deixou de ser feita ano passado.

Sigo buscando junto às autoridades a adoção de medidas no curto prazo e estou agendando mais uma série de encontros com os órgãos responsáveis para, novamente, apresentar o cenário de caos e reforçar a urgência na solução dos problemas.

Irei protocolar ainda essa semana um requerimento cobrando a apresentação formal das medidas tomadas até agora para sanar os estragos e quero saber quais os planos previstos para acabar com esses percalços recorrentes enfrentados pelo povo mineiro.