Temos que ouvir as ruas

Tenho ouvido a voz das ruas de diversas formas e trabalhado muito para impedir o retrocesso nos direitos dos trabalhadores com a Reforma da Previdência Social. Em 16 de março, o jornal Valor Econômico publicou reportagem mostrando que muitos deputados, de partidos da base governista, não concordam com as medidas que o governo federal quer implantar. Não por acaso, sou um dos parlamentares que mais assinam emendas para que o texto seja ajustado.

Ouço o recado que vem das ruas e debato, diariamente, com entidades de classe, como a reforma, que é necessária, deveria ser implantada. Meu partido, o PSB, tem uma proposta viável e adequada à realidade que não interfere nos direitos conquistados.

A Reforma da Previdência é discutida ao mesmo tempo em que o país vive grande instabilidade política em razão das investigações da operação Lava Jato. Paralelamente a tudo isso, querem iniciar uma absurda reforma política, que tira do eleitor a prerrogativa de votar diretamente em seu candidato.

Por tudo isso, o povo já se manifesta. O movimento do último dia 15 de março, replicado em grandes centros, é exemplo disso. Em Juiz de Fora, minha cidade natal, mais de 15 mil pessoas tomaram as ruas pedindo basta. As alterações na previdência social, e outras reformas que estão por vir, devem ser justas e atender aos anseios da nossa sociedade.